Le temps où Bruxelles bruxelait

Átomo – Símbolo de Bruxelas

“Morar em Bruxelas” entrou na minha lista de “TO DO” tem algum tempo. Quando fui aceita para o estágio aqui, coloquei na mala um monte de ideias e expectativas sobre a tão aclamada ‘capital europeia’. Até agora, só surpresas. Positivas.

Cafe de la Presse – café du coin 😉

Deixar Bilbao não foi tão penoso quanto das outras vezes que tive de mudar de cidade. Eu volto, em breve, caros Bascos… Serão pouco mais de quatro meses aqui e já me parte o coração essa história de partir. Enfim, os lados bons e ruins dessa história de Erasmus Mundus…

Marina Sartori me deu a boa ideia de fazer fotos da minha ‘rotina’ por aqui. Quando ela me disse isso, a primeira coisa que eu pensei foi: “pfff, não tem nada de mais minha rotina aqui. Eu acordo, vou para o estágio, vou pra academia, vou pra casa, tomo banho e durmo… igualzinho o resto do mundo…”. Na verdade, talvez nenhuma rotina seja tão ordinária assim.

Ahm, talvez?

No dia em que eu resolvi sair dez minutos mais cedo de casa para tirar fotos, meu guarda-chuva quebrou – e chovia – eu perdi o ônibus e, quando cheguei no trampo, ensopada e destruída, abriu o sol.

Eu moro no fim do bairro de Ixelles, começo de Uccle.

Minha rua no Google Maps 😉

Uccle é o bairro ‘posh’ e não tem metrô. Então eu tenho de fazer tudo de ônibus, bonde ou… a pé.

Eu não tranco a porta do meu apto. A maçaneta não vira por fora. Mas também, se eu esquecer a chave, danou, né?

Na esquina da minha rua tem um super café.  O Café de la Presse tem um cardápio vasto de Latte, chocolates, cupcakes, bagels, brunch… Nhami. Além de ser super fofo e ter wifi. Um QG para tardes de domingo.

Feche a porta, por favor

Eu moro perto da legendária Avenue Louise. Na parte baixa dela, perto do ‘anel’ central da cidade, tem várias lojas de marca e galerias. A única loja que eu me atrevo a entrar é na Zara.

Meu trampo fica na Place Flagey, num super prédio que se chama Flagey, na região que se chama Flagey. E tem um montão de português por ali. Uma praça chamada Fernando Pessoa, restaurantes com cardápio em português e cheiro de comida boa.

Maison Antoine

Às quintas-feiras a gente faz o happy-hour e às vezes se rende as frites da Maison Antoine na Place Jourdan. Típicas e deliciosas. Ah, e baratas! Depois, o destino é a tal Place Du Luxembourg, na frente do Parlamento Europeu, onde os barzinhos ficam cheios de estagiários e Eurocratas. Dizem que é o lugar pra ‘networking’. Acho que ‘networking’ é a nova palavra pra paquerar.

Flagey.

Senão, Bruxelas é cheia de atrações, mesmo… Por exemplo, as quartas-feiras os museus ficam abertos até tarde com visitas por um preço reduzido e guiadas. Fomos ao museu Porte de Hal, antiga porta da cidade – lembra, de novo, aquela história de burgos, idade média? É por ai…

Aos fins de semana, a gente sempre inventa alguma coisa. Nosso bar favorito acabou sendo o Au Corbeau. É fácil entender porquê. Numa cidade cheia de expat, o povo quer conhecer expats. Nesse bar, tem até atendente britânico para acompanhar a quantidade de gente que não fala francês. E o melhor (ou pior), depois da meia noite, a pista de dança são as mesas. A boa pedida é não ter abusado das mil cervejas do cardápio antes de ‘subir’ pra pista. Ah, e se não for arriscar dançar nas mesas, cuidado! A quantidade de copos quebrados por noite deve ser incontável…

Bruxelas é divertida.

O título do Post é de uma música de Jacques Brel. Não, ele não era francês, era belga.

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