No vivo en España, vivo en el País Vasco

Bilbao

Achei que essa história toda de “no soy Español, soy Vasco” fosse mais leve por aqui.  Pensei isso porque antes de mudar para Strasbourg – que fica na Alsácia, França – me diziam exatamente a mesma coisa. Mas é verdade que aqui a história é outra. Já começa pelo nome. Não é Região Vasca. É PAÍS Vasco.

Quem vem pra cá achando que vai se deparar com os estereótipos espanhóis, castanholas e paellas está fadado à decepção. Nem as tão famosas tapas fazem parte do cardápio por aqui. Na Parte Velha (Casco Viejo) só se fala em pintxos – que nada mais é que a versão vasca das tapas… mas não fale isso perto de um vasco para sua própria segurança! São generosas porções de tortillas, croquetas, jamon ibérico, pimentão… A cozinha vasca é uma entre as top 5 entre as mais populares. Não faz muito meu tipo de comida, mas aparentemente eu sou a exceção!

O melhor e o pior de Bilbao

First things come first. Falemos de coisas boas:

– Ir à praia de metrô. (Paulista branquela que sou, praia pra mim só depois de 5 horas de congestionamento…) Plenzia e Sopelana são as praias mais famosas por aqui.

Gug

– Guggenheim. Tá… Eu não sou uma art addicted nem nada, mas a verdade é que é sensacional andar pela cidade e ver o Guggenheim reluzente. Aquela história de que dentro é decepcionante eu prefiro relativizar; eu não entendo de arte.

– Biblioteca da Universidade. Minha segunda casa. Pudera. A vista é sensacional, a sala de estudos é sensacional, o acervo é sensacional.

– Corte Inglés. Assumindo que eu virei uma consumista (com prudência). Turistas tem 10% de desconto em todas as compras. Basta pedir um carnê no atendimento ao cliente.

– Aeroporto. Um pequeno, mas eficiente, aeroporto pertinho do centro. Ryanair, Easyjet e Vueling operam por lá. Ou seja, voos baratos para toda a Europa.

– Os arredores. San Sebastian, Santander, Vitoria e pertinho da fronteira com a França…

– Txakoli. O vinho branco da região que me fez gostar de vinho branco.

O pior:

– Bares sujos. Pode ser frescura de paulista que morou na França, mas os bares em Bilbao são geralmente sujos. Até mesmo na Plaza Nueva, que é super turística, há incontáveis guardanapos no chão e desordem…

– Mesa? Os bares de pintxos geralmente não tem mesa. O povo fica perto do balcão, no melhor estilo padoca. Mas não rola pão de queijo, nem média, nem ‘boa’ (saudações Mackenzistas!).

– Panelinhas. Não é fácil se misturar com os vascos. Uma pena, eu juro que tento com meu portuñol (nível avançado) conversar com as pessoas…

– Comida. Insisto… Não sou muito fã da comida aqui. Azeite, muito azeite. Fritura, muita fritura. Gastrite, muita gastrite.

– Tempo. Ai, como chove aqui. E venta. E não tem camelôs na saída do metrô vendendo guarda-chuva baratinho. Ou seja…

Com um pouco de inspiração, posto em breve sobre Málaga, San Sebastian e Vitória.

Agur! (Adeus em vasco!)

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