Portugal – Parte 2

Ribeira e o Rio Douro

Meu domingo começou tarde, mas começou bem. Choveu a manhã toda no Porto. Por isso, aproveitei para me acabar numa broa de mel assistindo o melhor da TV portuguesa (é claro que eu estou sendo irônica…).

Lá pelo meio-dia, o sol voltou a brilhar e eu logo coloquei meus tênis surrados para voltar a bater perna pela cidade. O destino era a Ribeira e o Rio Douro. E lá, além da belíssima paisagem, o ‘plus’ são as dezenas de vinícolas de vinho do porto.

Vinho do Porto

A tal vinícola Sandesman

Meus amiguinhos que já passaram pela cidade (Bia e Igor) me disseram a mesma coisa: “Vá a degustação da Sandesman”. Eu, muito obediente, parti para lá. Realmente, com um apelo muito mais turístico que as demais caves, são quatro euros muito bem gastos. Eles explicam tudo sobre o vinho típico da região e de quebra você ainda prova o vinho do porto branco e o tradicional.

A promoção que me anunciaram foi: “Por um euro a mais ganhas a visita da cave Ferreira”. Ah! Tá bom, né? Lá fui eu!

O tour foi em português, mas apenas 30% das pessoas por lá falavam a tal língua de Camões. Tadinha da guia, que ficou tentando traduções simultâneas em inglês e espanhol…

Mission Accomplished

Bolinhos de bacalhau

Depois de ter tomado meu aperitivo nas caves, andando pelo lado da Vila Nova Gaia, dou de cara com um restaurante que anunciava: “Prato do dia: Bolinhos de Bacalhau”. Há! Senti que minha segunda missão estava próxima de ser conquistada!

Lá fui eu. Assim que dia ‘bom-dia’ o dono do restaurante soltou a seguinte pergunta na seqüência: “De que parte do Brasil tu és?”. Logo me trouxe uma porção dos famosos bolinhos – realmente deliciosos – acompanhados de tomates fresquinhos e feijões brancos.

Para terminar com chave de ouro: Pudim. Ah! PUDIM!! Igual do da vó. Que máximo.

Mesa para um

Entrada

Mais muita pernada e muitas paradas para fotos (ponte D. Luís I, pássaros, barcos, português engraçado que se fala, galinhos tradicionais, roupas no varal, funicular…), voltei pro hotel exausta e necessitada de um banho.

Tinha visto que perto do hotel havia um restaurante chamado Escondidinho e pensei: “Não pode ser! Escondidinho de bacalhau! Nhami!”. Claro que eu fui lá jantar.

Restaurante lindíssimo. Fiel aos restaurantes portugueses de São Paulo (Hahaha, não resisti. Deve ser saudade…) ao som de fado. Também fui recepcionada pelas azeitonas, o pão quentinho e a manteiga com ervas. Logo veio o vinho (ai, coitadinho do meu estômago…) e a entrada. Mais uma rendição ao porco: Presunto cru com melão. Desta vez devo confessar… De-li-ci-o-so. Teria ficado feliz apenas com a tal combinação. É uma entrada muito freqüente nos restaurantes na França durante o verão. A diferença crucial é que na França o melão geralmente é o laranja, que eu não acho o mais gostoso. Em Portugal, o amarelinho… Nhami, nhami…

Bacalhau

Eis que chega o tal escondidinho. Surpresa: ele não estava nada escondido. Na verdade eram duas postas pequenas de bacalhau, regados com cebolas, batatas e brócolis. Uma delícia, claro…

Para finalizar: uma torta folhada de maçã. Linda. Mas, como diria minha mãe, a maçã passou correndo. Como ainda diria minha mãe: ‘em barriga cheia, goiaba tem bicho’. Chega de expressões. Não ter sido capaz de comer mais de duas garfadas da torta causou indignação ao garçon que, ao ouvir meu português, sacou a pergunta já esperada (De que parte do Brasil tu és?).

Papo vai, papo vem, o filho de Brasileira com Suíço, fluente em oito línguas e muito simpático, nasceu em São Vicente e fez algumas tentativas de imitar o sotaque paulistano… deixa quieto.

Depois de um ‘pingo’, voltei pro hotel pra preparar meu último dia no Porto.

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