Natal. Uns amam, outros odeiam, todos compram.

Lyon - Montada em espírito Natalino

Eu fico bem próxima do odeio, mas eu JURO que tento, com todas as minhas forças, gostar. E eu também juro que quando o famoso ‘espírito natalino’ toma conta de mim, eu me sinto feliz. Mas ele passa logo.

Acho que eu fico perto do odeio pelos seguintes motivos:

  1. Hora do balanço – e da balança
  2. 

É aquela hora deprê que você se toca: “passou um ano e eu passei 80% dele na frente do computador trabalhando, 10% dormindo – necessário – e os últimos 10% tentando ‘aproveitar a vida’. Se não é essa a reflexão, é próxima disso. E claro, é a hora que você percebe que não entrou na academia, não fez a dieta da lua ( da sopa ou do que for) e ganhou um recheio extra no jeans favorito.

  1. Hora do ‘todo mundo é bonzinho’

Quem nunca ouviu: “Ai, pelo menos no Natal ele podia ligar pra mãe” ou “Ai, pelo menos no Natal ele podia fazer isso, aquilo…”. Blá blá blá. É Natal. Não é Teleton ou dia do McLancheFeliz que todo mundo acha que é fácil fazer caridade. E as crianças? Ficam algumas semanas sem puxar o cabelo da irmãzinha pro “Papai Noel trazer presente”.

  1. Christmas is everywhere

¬¬. Eu não agüento mais ouvir músicas natalinas. “All I want for Christmas is you”, “Santa Claus is coming to town” e as clássicas “jingle bells” “white Christmas” and so on… Até nos banheiros. Um saco.

  1. A obrigação do presente

Pois é. Daí você se vê obrigado a dar presente pra Deus e o mundo porque é Natal. Mesmo pra gente que você não gosta, mal conhece e tudo mais. Isso tem ligação direta com a razão 2.

  1. Jesus?

Ai é!! Não tem nada a ver com Papai Noel e duende. É o dia em que comemoramos o aniversário de Jesus Cristo. Como pude esquecer?

Tá, agora eu visto o chapéu do bom velinho e cito razões pelas quais eu não acho Natal a data mais desprezível do mundo.

  1. Festa!

Quem pode não se deixar derreter pelas luzinhas de Natal, as casinhas em madeira, as árvores de natal e os pratos natalinos (Lá em casa, Paella e Sangria! Ahmmm)? E no Natal europeu, o vinho quente, a neve (que enche o saco, mas é a decoração mais perfeita e mais barata!), as feiras de Natal, as bandinhas pelas ruas…

  1. Pretexto ideal para rever as pessoas
  2. 

Afinal de contas, é Natal. Casa cheia, família próxima, família nem tão próxima, amigo do primário, do ginásio, do colegial, da faculdade, do trabalho, da vida… todo mundo passa pra dar ‘um beijinho’ de Natal.

  1. Fim do ano
  2. 

Depois da fase deprê do balanço, chega a fase alívio: “acabou o ano, ufa!” que vem seguida de uma esperança e de uma motivação que ‘daqui pra frente, tudo vai ser diferente”.

  1. O cheiro
  2. 

É, o cheiro. O cheiro da chuva chegando ao fim da tarde quente, o cheiro do pernil assando no forno da casa da avó, o cheiro do pinheiro secando (coitado), o cheiro das ruas de São Paulo vazias, o cheiro dos perfumes nos shoppings de São Paulo – lotados, o cheiro de férias…

  1. Nostalgia boa
  2. 

É a época do ano na qual dos permitimos sentir saudade da infância. De tentar caçar em cada floquinho de neve (ou cada gota de chuva), uma lembrança boa de um natal inesquecível (da boneca que dançava, da bicicleta rosa e, além de tudo, daquele que você descobriu que papai Noel só existe ‘no coração de cada um’).

Eu devo confessar uma última coisa. Foi BEM mais fácil fazer a lista das coisas que eu não gosto. Listaria um tanto de outras razões ainda. Mas não vou amargar. Vou focar nas cinco boas. É, meta para 2011: ser mais tolerante ao Natal. 😀

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