in the wind…

 

Un-happy-less foi um post que eu escrevi já tem algum tempo. Hoje ele completa 7 meses de existência. Eu realmente acredito nas palavras que digitei aquele dia. Se eu lembro o que me motivou a escrevê-lo? Não, mas são fatos TÃO cotidianos que talvez eu fosse possível de reescrevê-lo diversas vezes. Com algumas palavras diferentes, mas com a mesma idéia.

Casa di Giulieta

Em Verona. Talvez seja uma cidade feita para amantes e luas de mel. Shakespeare não poderia ter escolhido cidade mais perfeita para contar a história de Romeu e Julieta. Julieta é quase tão requisitada por mulheres que ainda acreditam em ‘true love’ and ‘happy endings’ quanto alguns santos são procurados pelos católicos. É maluco e impressionante o quanto tentamos casar a ficção em nossas realidades. Isso nos faz pateticamente românticos. E por que não?

Em um daqueles filmes listados entre os meus favoritos para domingos chuvosos está “O amor não tira férias”. Um dos personagens (o velhinho fofinho), diz a seguinte frase para a jornalista mal-amada (acontece na vida, acontece nos filmes, acontece na TNT, amigas jornalistas!): “Você deve ser a protagonista do seu próprio filme, mas, por algum motivo, prefere interpretar o papel da melhor amiga”. Just to give it a thought.

Isso talvez não signifique encontrar o Romeu, ou se apaixonar pelo ‘feio, mas gente boa’ (como acontece neste filme), mas simplesmente curtir seu papel. Curtir.

Tem alguém no mundo?

Depois de uma semana na Suíça, comecei a pensar que o mundo estava sendo ocupado por robôs. Impressionante o quanto não fui capaz de interagir com os suíços! Deus! Um amigo espanhol que mora em Zurique me disse ‘ser normal’, que eles são fechados e tal… Ok.

O contrário estava previsto para acontecer na Itália, e aconteceu. Conheci gente via CouchSurfing – a Meca dos viajantes solitários -, conheci gente na rua, conheci gente em pontos turísticos, conheci GENTE. E perdi as contas de quantas vezes ouvi a seguinte pergunta: “Nossa, você tem 22 anos e está viajando sozinha?”. ¬¬. Sim.

Sim, eu gosto de estar jogada no mundo. Sim, eu gosto de enlouquecer com meus próprios pensamentos. Sim, eu gosto de curtir meu notebook aberto no Word e escrever o que vier na minha cabeça. Sim, eu gosto de me perder pelas ruas de uma cidade que eu não conheço sem mapa na bolsa. Sim, eu amo sentir que ninguém – nem eu – tem controle sob meus passos. Just blowing in the Wind.

Light
Só para citar mais uma coisa. No post Outono, a metáfora era da folha. Após uma conversa com o Cadedo ontem, pensei mais uma coisa. Uma folha só voa porque é leve.

The answer, my friend, is blowing in the Wind…

Dad’s Bday!

Hoje é aniversário de mi padre! Feliz cumpleaños!

E, continuando no ‘momento reflexão’, e aproveitando a parafrase que ele fez ontem, eu venho para crucificar minha profissão. Contextualização. “Minha frase foi publicada fora de contexto”. Quantas e quantas vezes entrevistados mal-intencionados ou realmente prejudicados falam isso dos meus ‘co-workers’?

Aproveito a mesma música que meu pai me citou ontem, mas outra frase. Uma que apenas antecede a que ele me citou. Mas, utilizarei fora do contexto, para, obviamente, me beneficiar dela:

“E que você descubra que rir é bom!”

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