As grandes pequenas coisas

E são sempre elas. São sempre as pequeninas coisas que fazem um grande dia. Ostentar, comprar, deleitar, nem sempre significa se divertir, aproveitar.

Eu conto.

Saí de Bar/Aube às 6h46 (trem apenas 10 minutos atrasado em um dia em que se anunciava greve nacional) rumo a Paris para, do Orly, pegar um avião até Genebra. Sim, um avião. Fica aí uma dica:

Companhias aéreas como EasyJet e Ryanair fazem trajetos – como Paris/Genebra – muito mais baratos que você poderia imaginar fazer em trem. Para garantir o sucesso, você chega bem mais rápido ao destino.

Voltando…

Cheguei em Paris e fazia um dia feio. Garoa e vento, como o paulistano gosta (ou não). Subi no avião e dormi até chegar no aeroporto de Genebra.

Primeira coisa interessante que vale a pena contar. Ao chegar no desembarque você encontra duas opções. O aeroporto fica bem na divisa entre a França e a Suíça. Chegando, é preciso escolher que lado (ou seja, que porta) você vai. Eu, claro, fui onde tinha a bandeira vermelha com a cruz branca.

Já aqui, ganhei a carona até a cidade de um brasileiro, há 10 anos na Suíça, que admiro, um jornalista. Não só a carona, ganhei a companhia de alguém que me mostrou a cidade (incluindo a lindíssima sede da ONU), uma pequena cidade medieval bem próxima (já devolta na França) e ainda me levou para comer um mega fondue. Sucesso absoluto meu primeiro dia na Suíça.

Para completar, conhecemos, ainda no restaurante, Arnauld e sua petite fille, Jéssica. Sim, um nome bem conhecido nosso. Sua mãe é portuguesa. Tudo para fomentar uma discussão política e ainda me ensinar como se come um fondue de verdade por aqui. Ah, e ainda ganhar um elogio! (ele disse que eu não tenho sotaque forte! QUE MARAVIIIIILHA!!)

Precisava escrever. Cheguei ao hotel e logo fui buscar meu baby Pink (mais conhecido como Dell Inspiron hahaha) e postar. Quando fui buscar o login para acessar a internet, a recepcionista me diz ‘Ah, infelizmente aqui no hostel você deve pagar pelo acesso, mas na beira do lago não’. Triste informação.

Aqui estou eu. 22h06, na frente do lago de Genebra. É novembro, mas eu ainda tenho a chance de estar apenas com um agasalho de lã e sem luvas. E ainda vai fazer sol amanhã.

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