Par hasard

*Pra ler ouvindo…

La comuneUm pouco de inspiração. Uma tarde vazia, uma caneca de cerâmica com uma bebida quente, silencio.

Um pouco de distração. Uma noite gelada que anuncia o outono, um céu estrelado, uma fogueira, cidra, Borgonha, cidra doce. Uma amiga me convida pra ir a um baile folclórico (usando suas próprias palavras) em Étrochey, ‘cidade’ vizinha a Chatillon-sur-Seine, onde ela mora.

Na primeira vez que ela disse o nome do vilarejo, eu não entendi e pedi uma referência. Quando ela me explicou que ficava a três quilômetros de sua casa, peguei a estrada na mesma direção esperançosa de que quando visse a placa com o nome da comuna (ah! Agora sim!) saberia que era o caminho que deveria seguir. Funcionou!

A comuna é uma daquelas que a gente tem que tomar cuidado pra não passar muito rápido. Alguns metros e… de volta a estrada. Depois, o Google me disse que moram pouco mais de 200 pessoas por lá. Encontrei o baile sem muita dificuldade. Alguns dos 200 moradores da comuna faziam fila para começar a dançar as famosas ‘valsas’ francesas tocadas com o acordeão. Sim, no melhor estilo Amelie Poulin.

Eu achei que continuaria no meu papel de observadora até uma das meninas decidir que me ensinaria os passos daquelas danças. Sim, no melhor estilo Mr. Darcy e Ms. Turner em Orgulho e Preconceito. Pro meu azar, nada de Darcys entre os habitantes de Étrochey. Alguns pisões nos pés e muitas risadas depois, concluímos que não daria certo aquilo e fomos encher nossos copos de plástico de cidra.

A música e a dança continuavam. Ninguém sabia muito bem o que fazia, salvo um garotinho com não mais de 10 anos que dava show com sua boininha e seus passos sincronizados.

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