Marchons, marchons!

Dans la route!

Tá, o estereótipo francês (a baguete, a bicicleta, a boina e a garrafa de vinho tinto…) eu já entendi que é uma caricatura (embora nem tanto…). Mas tem uma coisa que dizem dos franceses que eu constatei ser verdade.

Dizem que os brasileiros só vestem a camisa do país de quatro em quatro anos, durante a Copa do Mundo. Mesmo assim, eu nunca ouvi nenhum jovem cantarolando o hino do país pela rua. Eu nunca vi também, em alguma festa ou um show, um grupo de jovens recém saídos do colegial cantarem em coro, com entusiasmo e precisão, o “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas…”.

Pois bem, lá estava eu. Já era tarde, os bombeiros já tinham vindo socorrer um adolescente que tinha bebido muito. Eu conversava com minha boa amiga mexicana e tomava um café no balcão quando eles começaram a cantar a Marselhesa. Achei que tivessem assistindo a reprise da final da Copa de 98 (piada infame, mas foi irresistível). Nada. Eles acompanhavam um garoto que tocava o hino francês no violino. Fim de soirée. Quem bebeu o rosé?

Aux armes, citoyens, Às armas, cidadãos,
Formez vos bataillons, Formai vossos batalhões,
Marchons, marchons! Marchemos, marchemos!
Qu’un sang impur Que um sangue impuro
Abreuve nos sillons! Irrigue os nossos campos arados!

 

Cidade fechada. Noite de verão. Termômetro da cruz verde da farmácia me diz que faz 8oC. O cheiro de baguete para acompanhar o almoço de domingo já começa a sair da chaminé das boulangeries. E o estacionamento de bicicletas? Cheio. Ah… a França!

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