Au bout, le noir

La voiture

Eu pensei que a minha dependência daquela substância preta era por conta das horas que meus olhos precisavam passar na frente do computador.

Ontem fui colocar gasolina no carro. Por aqui, não existe frentista. É o motorista que desce do carro, escolhe a bomba, abre a tampa, tira o tampão, fica apertando a bomba até encher o tanque…

Eu, como nunca nem saí do carro em um posto de gasolina, encarei aquilo como uma aventura. E, para mim, gasolina tinha uma cor de xixi estranha, que ficava naqueles vidrinhos com uma bola vermelha dentro.

Tá bom, aqui também não é gasolina que a gente põe no carro. Se eu bem entendi, é uma espécie de diesel. Não sei se estou falando bobagem, mas mesmo o cheiro não é o mesmo.

O que eu sei é que quando eu tirei a bomba do tanque, vazou gasolina (Perdão mundo que briga por petróleo, eu desperdicei algumas gotas hoje!). Puxei um lencinho pra limpar o tampão e… preto! Tá, depois eu percebi que não era nada inovador a gasolina ser preta, mas eu pensei que ela tivesse cor de xixi, como nos frasquinhos dos postos do Brasil.

Depois, percebi que eu e o Audi A4 ‘milnovecentosebolinha’ temos uma coisa em comum; o vício pela substância preta.

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