Garçon, la addition!

La vie en Rose

Então, se é para se aventurar, lá vamos nós! (Ah, eu já to falando de mim mesma na primeira pessoa do plural, que maravilha!)

Falem o que for, mas não tem gente mais animada que aqueles que nascem na América Latina! E isso se confirmou neste sábado, quando parti para um ‘bate-volta’ a Dijon (1h30 de Bar-sur-Aube) com Bianca, do México, que conheci aqui.

Se alguém por aí tem o sonho de vir para Europa, alugar um carro (com GPS) e ficar pegando estrada, eu recomendaria pensar duas vezes. A gasolina no velho mundo é cara (como todo mundo sabe, por causa das várias brigas por causa do petróleo e as altas taxas e bla bla bla…), viajar pelas rodovias também (7,50 euros por percurso, o que dá mais ou menos 35 reais a cada acesso), as estradas alternativas são sinuosas, pouco – nada – Iluminadas e sinalizadas.

Sim, vale a pena conhecer, mas passar dias dirigindo… loucura! Ainda mais com os TGV’s, que são rápidos e, se programando, as taxas promocionais são bem recompensadoras.

Auto-estradas

Faux Notre Dame

Faux Notre Dame

“Et bah”, para ir, o GPS e as placas nos indicaram o caminho mais conveniente, a estrada A5. Caminho reto – caro, mas reto – aceleração máxima de 130 km/h, nada mal. Chegamos rápido a Dijon, a cidade da maionese.

E para parar o carro? O centro da cidade é inteiro de lugar que só pode parar quem quiser pagar. Pagamos as primeiras duas horas (que só deu para almoçar um croque monsieur e ver alguma coisa da cidade) e logo fomos caçar um lugar gratuito. Além de levar um bom tempo até encontrar, a vaga que paramos ficava relativamente longe do burburinho da cidade.

Ao contar essa história para um francês, ele me disse as seguintes frazes: “C’est La France” (É a França) e “Si tu ne veux pas payer, tu dois marcher” (Se não quiser pagar, tem de andar). Achei o máximo.

Restô

Restôs de Dijon

Ah! Depois de passar o dia todo negando, com provas concretas, de que os franceses são pouco simpáticos, eis que a ficção se tornou realidade. Ao procurar um pequeno lugar para sentar, fomos tratadas com toda a hostilidade francesa nos restaurantes da Praça Emile Zola.

Tudo porque estava cheio. E acho que seria pior se tivéssemos abordado os senhores do restaurante em inglês. E, bem… Depois de esperar algum tempo por uma mesa, sem sucesso – e com várias vazias – resolvemos partir. A ‘dama’ gritou: “Merci”. Ai, que fofa.

Quando fomos finalmente comer, eu fiquei bem calada ao pedir meu Coquille Saint Jacques. Fiquei com medo que o garçon me mandasse jantar no mc Donald’s (MacDonallld ou MacDô), como no filme “Um bom Ano”.

Mão de vaca

Pra voltar, não queríamos gastar de novo o dinheiro do pedágio e pegamos a rota alternativa. Meu DEUS! Meu pescoço ficou duro de tensão durante as 2h de viagem que ligam Dijon a Bar-sur-Aube. Vários veados e outros animais suicidas, que queriam cruzar a rua bem na frente do carro. Vários sustos… E o cenário? Tão lindo, mas tão lindo! E quando cruzávamos os pequenos vilarejos? Ah! Mas, a falta de gente e de luz, também é assustadora às vezes. “Tem alguém ai?”.

Bar-sur-Aube - A vista da minha janela!

De volta a Bar-sur-Aube. O silêncio machuca meus ouvidos.

A família toda foi para o Nigloland, um parque aqui perto. Eu preferi ficar na minha companhia, escrever e ler um pouco. E, quem sabe, preparar uma geléia de frutas vermelhas para comer com crepe? 🙂

Para quem não lembra do filme “Um Bom Ano”, segue o trailler. No filme, eles estão no sul da França. Eu estou no norte. Sem problemas. O serviço exemplar dos restaurantes está em todos os lugares.

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