Papel

Minha vida é uma tonelada de papeis. Documentos, cartas, fotos… Não posso me livrar deles, se não perco quem sou. A letra, os desenhos perdidos em volta da folha, a lição aprendida.

Minha vida é feita de uma tonelada de sentimentos. Cada um destes papeis tem um cheiro próprio, uma saudade própria, um tempo único.

Uma tonelada – ou mais – de pessoas. Um olhar, um sorriso, uma palavra. Uma vida, uma eternidade, o ‘para sempre’. Eles não serão suficientes.

Papeis, não queimem, não molhem, não amarelem. Aguardem. Um dia, talvez, eu mesma os queimarei, molharei, rasgarei, em picados. Mas, me perdoem por deixá-los no esquecimento, espere que eu o faça.

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