Letters I’ll never (ever) send

I would certainly be not able to sleep ever again If I had not come. I was ‘all in’ when I decided to take the road. At least, for worse, I would spend a day in total peace with myself. The place felt down by the time we met at the hotel hall.

My mind, that never stops, just freezes. I could not respect my own thoughts anymore because they were not there.

By the end of the evening, our breaths were breathing together in the lift although our looks could never be that far, not even when you get back home.

Maybe, it is just ‘better like this’, right?

Thank you for giving me the chance of falling in love with you.

Kind regards,

Dec/2009

Eu rasguei aquelas cartas.

Rasguei e mandei embora com toda a tralha que sobrou do ano passado. É, eu sei que você sabe que aquelas cartas não eram do ano passado. De todo o jeito, havia outras. Ou você realmente pensou que eu só fosse escrever cartas para você para o resto de minha vida?

É, você sabe que eu sei que você não honrou nenhuma carta que escrevi. A sorte foi que eu nunca as enviei. Agora, tudo o que te resta é imaginar o que eu escrevia nelas. Imaginar se a sua segurança era tão segura ou se eu realmente gostava mais de você que você de mim.

Seu presente ainda estava guardado na gaveta, assim como eu te guardei em algum lugar dentro de mim. Aquele presente só poderia ser seu. Mas agora, agora ele é meu. Assim como as cartas, que agora são do vento.

Detestava a mania que você tinha em me fazer esperar. Ou aquele sotaque quase engraçado. Detestava ainda mais quando você ria do meu rosto vermelho por causa da sua preguiça em fazer a barba. E quando você dizia que, não importasse o que acontecesse, éramos amigos? Babaca.

Assim como as cartas, ou o vento que bateu na janela exatamente na hora que joguei todo papel rasgado por ela, o que eu detestava em você já é passado.

Aquelas páginas, fossem sem linhas, sem cores, sem nada ou com fotos, com a sua letra, com o seu sorriso (a única coisa realmente apaixonante em você), também já ficaram pra trás.

Não sinto raiva. Tão pouco saudade. Sinto que não pode ser diferente.

Adeus. Cuide bem do meu passado. Tenho um carinho absurdo por ele.

Ou não cuide. Acabo de me lembrar que não posso confiar em você. Háá, não, você não me pega mais com a cara de bom moço.

Ah, caso você não tenha percebido: Não. Mesmo com a barba por fazer você ainda parece um menino.

Shiu! Não comece. Já tento me despedir tem alguns minutos.

Tchau.

Escreva.

Ontem visitei meu passado. Encarei o meu maior erro. Encarei o que me fez romper o último fio de esperança de ter você ao meu lado. Santa estupidez.

Tá, você está feliz. Que bom. Eu também estou. Mas, me desculpa, não consigo encarar a sua felicidade. Me procure quando estiver triste.

Até.

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