Voilà

O dia acordou em sépia na cidade. Tão melancólico quanto ela. Ela tinha prometido pra si mesma que não ia deixar a intensidade do sol definir seu humor. Até porque, quando o termômetro passava dos 25oC, ela ficava ‘esquentadinha’, mas quando baixava dos 13oC, ela ficava gélida e indiferente.

E quando chovia? Dependia da sorte. Se a chuva molhasse seus pés ou estragasse seu cabelo ao cair sem avisar no caminho ao trabalho, era o fim do mundo. Já se o que ela visse fosse apenas o sol fazendo as pazes com o céu e qualquer chance de procurar o violeta no arco-íris, aí era causa ganha da chuva.

Só queria que o mundo parasse para neutralizar seu humor. Sem vento, sem furacão. Sem ele.

“Desce. Você tem o tempo que quiser pra escolher o caminho que quer seguir”

Dá pra alguém falar isso pra ela antes que seja tarde demais?

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