Até breve

Não me assuste.

Não diga que me ama. Não mostre que me ama. Não quero saber. Se souber, o encanto se quebra e não vou ligar pra você.

Sai, suma, mas apareça. Ou então o quê? Ou então vou querer tanto sua presença que vou passar a desprezá-la quando menos você esperar.

Mas se não prestar atenção ao ‘apareça’, vai doer. E quando a dor passar, não vou lembrar mais de você.

Seja quase platônico, mas não o seja.

Exista. Mas não insista.

Não sou difícil de ler. Mas escrevo nas entrelinhas. Na linha, ah, desse jeito já faz você.

Atirada? Espontânea. Exagerada? “Adoro um amor inventado”.

Não entendeu? Lê de novo.

Advertisements