And they lived happily ever after…

Então é assim. Depois de passar anos estudando e vivendo aquela vida mansa de pai e mãe, corra! Encontre um emprego que assine sua carteira de trabalho e te dê seguro saúde – mesmo que te pague uma miséria e seja bem distante do que você sonhou para sua vida – um parceiro que te ame – mesmo que te provoque ciúmes ou te faça sofrer – e planeje o futuro: uma casa com um jardim grande, crianças e cachorros. Pronto. “E eles viveram felizes para sempre”.

Eu, pessoalmente, invejo essas pessoas. Elas têm metas alcançáveis, tem vidas estáveis e sorrisos para te dar.

Meus amigos vivem me dizendo, de diversas formas, que eu sou ‘diferente’. Na maioria das vezes, a palavra ‘louca’ substituiria com menos elegância o que eles parecem querer dizer.

Talvez porque eu prefira manter a abstração do meu futuro, figuras surrealistas, paisagens ‘vangoghianas’. Isso não me faz melhor ou pior, certo? Apenas… Diferente.

Ter o meu ‘feliz para sempre’ me parece tão sem graça e determinista. O que acontece depois do ‘felizes para sempre’? Ninguém sabe. Talvez porque acabe a emoção, não tenha mais razão de contar essa história.

Espero que eu só seja feliz para todo e todo o sempre no último dia da minha vida.

How can you know it, if you don’t even try?

Every step that you take

Could be your biggest mistake

And it could bend or it could break

That’s the risk that you take

What if you should decide

That you don’t want me there in your life

That you don’t want me there by your side

What if – Coldplay [Na onda do show!!]

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