loznice vyboene

Dancing House

Communism

Esse quarto de hotel nunca foi tão perfeito. Diferente dos últimos dias, hoje o céu está cinza e eu me forcei para fora da cama, totalmente sem vontade de sentir o vento frio, que já deixa marcas no meu rosto.

Ao contrário também dos últimos dias, hoje não tenho vontade de andar e me perder pela cidade. Tenho vontade de sentar e escrever. Páginas…

Domingo

No domingo eu andei, andei… Fui para o Castelo de Praga de trem. É simplesmente sensacional o transporte aqui. Uma cidade tão pequena, que quase não precisa de transporte, não deixa ninguém na mão, além de ser um verdadeiro charme os trilhos no meio da rua, dando um tom ainda mais provinciano à cidade.

Era domingo, o Castelo tinha filas e filas. Desisti de entrar, até porque não queria perder aquele solzinho que fazia, uma oportunidade de tirar belas fotos e fazer alguns vídeos. Foi o que fiz. Depois, vagarosamente desci até Mala Strana e atravessei o rio, de volta ao lado da cidade Velha, a pé.

Achei que gastaria horas no bairro Judeu. Não muito mais que 15 minutos foi o tempo que precisei para me deparar de novo na praça da Cidade Velha, bem em frente ao relógio Astronômico.

Decidi então que assistiria à alguma peça de teatro. Foi quando me entregaram o panfleto do Black Light Theatre. Foi lá mesmo. Como sempre, mais um daqueles lugares que você olha e pensa ‘jamais entraria aí’. Ainda bem que eu entrei. Surpreendente.

Segunda-feira

Na segunda-feira a cidade começou a parecer pequena demais. O fato de não sentir necessidade de entrar no metrô ou pegar ônibus para circular começou a irritar a garota da quinta maior cidade do mundo.

Sim, eu saia de um lugar e por mais voltas que fizesse, em pouco menos de meia hora estava no local de início.

Resolvi ir para Cidade Nova depois de passar uma manhã agradável – pela maior antítese que possa parecer – no museu do Comunismo. Nada de muito surpreendente, mas uma boa oportunidade de testar os conhecimentos históricos… rsrs…

O museu divide um prédio com um cassino e um Mc Donald’s. Isso sim é a verdadeira antítese. Tirando isso, fica bem próximo da Praça Venceslau, onde acontece a mobilização para a Revolução do Veludo.

À noite, me vi em uma sala de cinema. Assisti Lua Nova. Eu sei… Pode me criticar. Mas confesso que foi bem engraçado ver as propagandas tchecas e a legenda completamente incompreensível.

Surpresas

Ao contrário de Londres – cito Londres por ter sido a outra grande metrópole européia que passei mais que 48h – todos os lugares que você pára, seja para comer, comprar, ver… os funcionários são tchecos de verdade. Nada de estrangeiros. Acredito que seja pela dificuldade em aprender o tal tcheco.

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