26/dezembro/2009

At night

Hoje fez sol em Praga. Depois de me lançar para fora da cama e tomar um café da manhã meio meia boca, resolvi finalmente andar pelas margens do rio que corta a cidade em duas.

É engraçado ver tanto turista no mesmo lugar. O mapa fica quase dispensável, é só seguir o fluxo de pessoas com a câmera fotográfica pendurada no pescoço tentando entender alguma coisa escrita nas placas pelas ruas.

Flash Back

Christmas Day, right? Ok. Eu me recusei a ficar sozinha lamentando a falta de companhia e, depois de observar o movimento durante o dia, resolvi ir jantar numa taverna e logo em seguida me jogar em uma ‘balada’ chamada Chaperon Rouge, O mais inusitado era que eu não tinha a intenção de ficar mais que meia hora do lugar.

O que me fez mudar de idéia foi um inglês completamente maluco que sentou ao meu lado após eu dizer que era brasileira. Aparentemente, no mesmo bar, ele conheceu Luiza, uma mineira, por quem se apaixonou.

Logo em seguida, comecei a conversar com um casal de brasileiros e pouco tempo depois conhecia metade do bar. Gana, França, Inglaterra, Austrália. #Kindafunny

Resultado: cheguei ao hotel quase meia noite, com duas cervejas na faixa.

Back to Saturday

Já no meio do caminho para Ponte Carlos, percebi que a bateria da câmera fotográfica tinha acabado. Fiquei muito decepcionada, já que fazia um belo sol e a luz certamente daria belas fotos.

Ainda assim, continuei o plano. Fui até Mala Strana e devo ter andado no total uns 5 km (talvez por isso minhas pernas estejam doendo como ao final de um treino saudoso de atletismo). Com a ideia fixa de retornar ao local para tirar fotos, resolvi usar o metrô de Praga pela primeira vez e… MEU SENHOR! Que difícil andar nessa cidade! Ela é minúscula, mas o tcheco é realmente impossível de interpretar, deduzir, ou qualquer coisa do gênero.

Enfim, cheguei ao meu destino e dei por conta que meu estomago roncava havia horas. Pausa para o almoço, umas 15h.

Um cochilo de meia hora e lá estava eu de volta a rua. Totalmente sem destino, andei mais metade da cidade até voltar ao rio para finalmente tirar as fotos que tinha me prometido. Claro, o sol já tinha ido dormir e parecia noite alta na capital tcheca.

Resolvi me render às barraquinhas tchecas. Um chocolate quente, daqueles bem grossos, e um doce típico, mais ou menos como um pretzel. Meu jantar.

Preguiça.

Minhas pernas doem tanto. Acho que nem só de andar, mas do frio que elas vem agüentando – bem- nos últimos dias.

Saio ou não? Bom, vou escrever. Desço ao hall do hotel com meu notebook. Uma turma de Contiki “Que saudade”, mas “o que eles estão fazendo no hall do hotel?” “australianos”…

Imaginem vocês. O que EU estou fazendo no hall do hotel? Hm, bem, acho que aí está a resposta. Vou subir pegar meu casaco e andar pela noite ‘pragoise”

Advertisements