First impression

Namesti Republik - Praga

Quando finalmente cheguei à Praga já era noite. Eu simplesmente apaguei no vôo até aqui. Foram os últimos momentos em que meu francês foi utilizado – pelo menos até o dia 11 de janeiro.

Depois de pegar minha bagagem, comecei a procurar por algum guichê de cambio. Não. Todos fechados. É natal.

Rua. Nenhum taxi, muita neve, pouca gente. Um agente dos tranfers até a cidade perguntou aonde eu iria e logo me enfiou numa van com coreanos e indianos. Tento puxar papo com os indianos, que embora tenham me traumatizado em Londres, costumam ser ao menos simpáticos.

Neve, neve, neve. Neblina, neblina, neblina. Luzes de Natal, alguns carros, pontes. O rio. Old Town. Hotel, finally.

A “Ghost city” começava a ficar menos assombrada enquanto chegava ao centro. Ao subir para o quarto, logo liguei para casa para avisar da minha sobrevivência. Acharam que eu ia dormir. “Ah, ta”. Fui buscar gente.

Frio, vento que corta o rosto quando resolve bater. Menos alguma coisa no termômetro. Eu procuro algum lugar para fazer minha ceia de Natal. Sem muito sucesso, entro em um restaurante dentro da ‘ex’ casa da prefeitura, bem perto do Hotel.

“The kitchen is closed”, fala o garçom com aquele sotaque engraçado que tem os tchecos. “Bloody hell”, penso eu tentando imitar o sotaque de algum filme do Hugh Grant.

Um bufê de bolos. Framboesa. E uma pilsen. Minha ceia. Sono. Sono. Sono…

Volto para o hotel, tomo um demorado banho e finalmente, após assistir Duck Tailes (uh uh, são os caçadores de aventura, uh uh) em francês, pego no sono.

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