Passou, passou…

Nhoin!

Nhoin!

Desde que resolvi voltar a manter um blog, passei a ler mais outros blogs. Também com a invenção do ‘ratimbum20anos’ comecei a perceber de verdade como um blog pode ser uma ferramenta realmente útil. Conclusão velha e atrasada, mas ainda em tempo ela chegou pra mim.

Mas, como já disse em outros posts, ainda tenho uma forte vontade de tratá-lo como um diário.

O primeiro blog que tive foi lá em 2003. Ele tinha um papel de parede das Meninas SuperPoderosas e era hospedado no blogger.com, que passou a ser cobrado e eu nem sei mais se existe.

Naquela época, estava no primeiro colegial. Postava fotos dos meus amigos da escola e fazia comentários bobos sobre as festinhas de 15 anos do fim de semana. E claro, recebia xingamentos anônimos. Haha…

Hoje, o pagandoopato é uma versão minha mais sóbria, mas não chega a ser racional. Todos os meus textos são totalmente carregados de valores pessoais e sentimentos. E isso talvez me fez chegar à conclusão de que esse tal de jornalismo como é feito hoje não gera resultado.

Não vou aqui fazer uma monografia, um ensaio, uma dissertação sobre como ele deveria ser feito ou esgotar criticas, mas sim, talvez, justificar minha insistente decepção com meus trabalhos e o que tenho como perspectiva.

Grupo de TCC - Sendo feliz :)

Grupo de TCC - Sendo feliz 🙂

É muito complicado você um dia olhar no espelho sua cara de cansaço da semana e simplesmente brochar de tudo. Não sei porque, mas acho que na sexta-feira, todo o profissional deve ter o direito de se olhar no espelho com olheiras e muita dor de cabeça e pensar: “dever cumprido. TE-SÃO”.

Desde criança, sentia que eu vivia num mundo paralelo. É aquilo que o pessoal chama de ‘autismo por opção’. Sempre brincava com as outras crianças, mas, no meu mundo, aquele que eu fantasiava na minha cabeça, muitas vezes me fazia criar outras brincadeiras, diferentes da chatice do esconde-esconde, ou do ainda mais imbecil (rsrs) pega-pega.

Lembro bem até hoje de uma redação que eu tive que fazer no primeiro ano do colegial, era um texto sobre si mesmo. Eu escrevi em forma de poesia e se chama ‘sonhadora’, rimado, abcabc. Sempre gostei de poesia. Sempre fui sonhadora. Na época, era o que melhor me descrevia. O professor mandou reescrever. Em prosa. Me acordou.

 Sinto que quando vou trabalhar, seja onde for, estou presa dentro de uma caixinha, com um buraquinho pra respirar. Não consigo abrir meus braços e pernas. Não consigo criar.

Meu TCC tem me deixado ainda mais desesperada quanto a isso. Eu vejo o espaço que aqueles caras tiveram pra deitar e rolar em cima de conceitos.

Por enquanto, faço o que tem que fazer pra um dia conseguir fazer o que quero fazer.

“God Help Us”.

Pra terminar com um pouco de humor:

“Senhoras e senhores da classe de 2009: …”

Uma ótima semana.

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