Memórias Perdidas

Escrever pede inspiração. Às vezes, sinto vontade de poder sair correndo pra digitar algumas coisas, mas estou em lugares nada a ver… Tipo Metrô… Aí, me esforço pra não deixar aquela idéia ir embora, mas quando vejo, ela já foi.

Daí fica difícil forçar um tema, porque eu lembro que isso é um blog, não um diário. Shit!

De qualquer forma, vou relatar um acontecimento que trouxe a tona outros diversos acontecimentos, se é que isso faz sentido ao leitor.

Encontrei, limpando uma gaveta – desta vez sem metáforas – um caderninho azul, que ganhei de uma grande amiga minha, a Melissa, em julho de 2006. Neste caderninho azul passei a escrever algumas coisas aleatórias. Desde ligações de ouvintes de quando trabalhava na Rádio Eldorado até devaneios de metida a poetisa.

 Este caderninho azul foi até mesmo meu caderno de aulas de francês, logo que entrei. Tem algumas coisas engraçadas, frases que todo mundo, por algum motivo, sabe: “Comment allez vous?”, “Ça va”. E tem também a frase que virou motivo de piadas entre as meninas: Je suis celibataire! (Eu sou solteira)

Pequeno Principe

Pequeno Principe

Tem até mesmo coisas censuradas… haha…

Mas engraçado mesmo foi deparar com alguns escritos que eu hoje eu leio de uma forma diferente.

É como se eu tivesse aberto um velho diário, e lido memórias dos meus 15 anos, a sensação de saudade até é a mesma, mas o tempo não é tão longo.

Escrevi algumas daquelas coisas há menos de dois anos e quase não me reconheço naqueles escritos.

Vou fazer mais vezes isso. Escrever cartas, pensamentos, bobagens… dobrá-las e só tornar a abrir aqueles papeis depois de alguns anos.

É, vou fazer isso.

—–

Fluoxetina para alegria, Guaraná para acordar, Musica sintética para os ouvidos, Templo sagrado de um deus qualquer […]. Amores antigos caídos, amores novos sem hora pra começar. Um monte de palavras desconexas, e menos de dez letras vão sobrar. Mais nada vai restar. Nem mesmo a vontade de chorar.

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