E a medalha vai para…

O inverno fez as pazes com São Paulo. Hoje o dia acordou cinza depois da chuva da tarde de ontem.

O ganhador da bolada da Mega Sena foi, finalmente, buscar seu singelo prêmio. A Folha Online contou que o vencedor guardava o bilhete dentro do sapato por “precaução”. A aposta que custou 1,75 R$ virou mais de 26 milhões. Como sempre, ele e o outro ganhador não deram as caras. Também deve ser por precaução.

Sei que agora a Mega Sena vale 6 milhões. Todos os dias passo em frente a duas lotéricas. Tudo que eu consigo ver é uma fila gigantesca (tão grande quanto as da bilheteria da CPTM em dia de pagamento) e a placa verdinha, cor da esperança, anunciando o prêmio acumulado.

Mas quem paga o pato deste post é a seleção femenina de futebol. Na estéia olímpica, a seleção empatou com a forte Alemanha em 0x0. A capitã Marta não pareceu pessimista com o resultado. Elas buscavam revanche, se não conseguiram a vitória, ao menos não fracassaram.

Seria isso suficiente? Elas ficam esquecidas o ano todo, assim como boa parte das modalidades olímpicas, estreiam com um futebol invejável e ainda pagam o pato por não vencerem de cara. Eu boto fé naquelas meninas. E se a medalha não vier no futebol do gordinho, para mim, não será grande surpresa. Ali se fala muito.

O Lula está lá, e qualquer coisa, Deus é Brasileiro. E ainda se pensa em sediar os jogos de 2016. Acho difícil concorrer sozinho para ganhar.

E a China ainda é um ditadura. Já tem gente voltando (sabe se lá pra onde, já que as autoridades chinesas não revelaram) pra sua pátria por falar pró-Tibet.

Lembro daquele 1996, Atlanta. Um atentado marcou aqueles jogos, mas, eu, na quarta série, tinha dispensa todos os dias de decisões do Brasil! Ah, bons tempos. Será que 12 anos é um período grande para sentir nostalgia?

Advertisements