O simples caso do descaso

Ela estava à toa. Ele também. Resolveram matar o tempo juntos.

Ela pedia para ser esquecida, mas insistia em não esquecer. Até os casos que ela sabia que não a interessava, ela insistia. Eles só insistiam quando ela realmente queria ser esquecida. E aí perdia.

Guardava pilhas de casos mal acabados. Enfiava os mais recentes onde sobrava espaço. Escondia os antigos embaixo da cama. Ainda assim, mexia neles de vez enquanto – só para tirar o pó, claro. E quando mexia neles, encontrava cartas rasgadas, fotos amassadas. E ria. Ria alto, muito alto. Se divertia de consigo mesma.

O problema era quando fechava aquelas caixas e as colocava novamente embaixo da cama. O que poderia ser visto como um passado engraçado e cheio de histórias emocionantes acabava virando um fardo. Enquanto apoiava a cabeça no canto da cama, pensava no que tinha dado errado. Onde foi que errou? Sentia-se velha e gasta.

Do que valia tantos casos se todos eles, cedo ou tarde, caiam no descaso.

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#100

Eu sabia que não era você. Insisti por uma teimosia em provar algo para alguém (nem sei quem). Passei dias mirando uma tela, consumindo todo o tipo de ‘cultura inútil’ que você tanto diz detestar. Consumi também cartelas e cartelas de aspirina para poder voltar a abrir meus olhos depois de tanto tempo no escuro. Vi a poeira acumulando no canto da sala e meu cabelo ficando sujo quando se encostava a minha testa oleosa. Me arrastava para fora da cama apenas por motivos urgentes.

Foi quando saí de casa, com os olhos fundos e o cabelo sujo, para comprar mais um maço de cigarros que percebi que não era você. Me senti tão idiota. Eu caí na minha própria armadilha. Eu queria que você acreditasse que era eu.

Mas foi aquele vento frio que me impedia de acender o cigarro que me fez por fim voltar a mim. Senti vergonha. Vergonha da sujeira em que me encontrava. Fisicamente e moralmente. Resolvi que ia voltar a provar o que eu realmente gostava. Bolo de chocolate e coca-cola. Gosto infância. Detesto coca-cola. Foi quando que eu comecei a detestar? Detesto cigarro também. Foi quando que comecei a gostar? Sempre te achei feio. Foi quando que decidi deixar de achar?

O meu dia favorito é assim. Frio, mas com sol.

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Procurando a cura?

A cura!Quem nunca se imaginou numa fábrica de doces? Quem nunca assistiu “A Fantástica Fábrica de Chocolates” e ficou sonhando com um rio de chocolate quente? Eu encontrei um pedacinho desse sonho aqui na França, “La Cure Gourmande”. A primeira vez que eu entrei em uma dessas lojas foi em Paris, passeando por Montmartre. O problema é que você não sabe se é sua visão, seu olfato ou seu paladar que fica mais aguçado.

A loja é linda. Ela remete a esse pedacinho de sonho que todo o adulto trás de sua infância. Entre pirulitos coloridos, balas e amanteigados, fica difícil decidir o que provar e levar. E as ‘Oompa-Loompas’ passam para lhe oferecer a degustação do dia.

Hoje eu entrei na loja de Estrasburgo. O que me levou até lá foi uma imensa vontade de tomar um café com um amanteigado numa tarde ensolarada de outono. Nhami! Sachê, luvinha e lá fui eu escolher quais eu queria experimentar. Chocolate e amêndoas! Hm…!!

Banho de bala!Para os curiosos, o site. São seis lojas em Paris, mas eu coloco aqui o endereço do de Montmartre e reforço que essa loja é uma atração turística tanto quanto o bistrô da Amelie, pertinho dali também!

PARIS Montmartre – 8 rue Steinkerque

E como não é todo o dia que a gente vai pra Paris, dá pra pedir online também. Só não sei se chega ao Brasil! :D

Acabou o Merchant!

Ps: O wordpress dedura. Alguém googlou “solteira “engraçado”” e caiu aqui. Obrigada, Google! Haha!

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Voltando…

The Council

A primeira saída do Mestrado foi para o Conselho da Europa. Não se enganem. O Conselho da Europa não é o Conselho Europeu ou o Conselho da União Européia. Qual a diferença? Embora pelo nome não dê nem para ter a menor idéia, na verdade o Conselho da Europa não é uma entidade ligada a União Européia, embora tenha muitas características similares. O Conselho da Europa é uma instituição internacional, assim como muitas outras, mas não supranacional. Esse papel é feito pelas entidades que possuem ligação com a UE.

Não pude resistir. Na Assembleia era discutido o status Palestino, assunto tão em alta. Juntando minha visita mais as informações colhidas no site, tentei explicar o que aconteceu por lá e qual a relevância dos últimos acontecimentos por aqui para o futuro da Palestina.

Primavera Palestina?

“Parceiro para a democracia” é o novo status da Palestina no Conselho da Europa. A resolução foi aprovada por uma maioria esmagadora: 110 votos a favor, 10 abstenções e 5 votos contra.

Mas o que é esse status? O Conselho da Europa pretende dar a parlamentos de regiões vizinhas ao continente tal status para que eles também possam experimentar ‘a construção da democracia e debater desafios em comum’, como informa em uma nota.

Para fazer parte do Conselho da Europa, os países precisam preencher importantes três critérios: ser democrático, ser um estado de direito e respeitar os direitos humanos. O que foi enfatizado durante a reunião e após, nos informativos para a imprensa, é que o status dado à Palestina é mais um passo para fortalecer esses três aspectos na região. Outros enfatizaram que a parceria entra à Palestina e o Conselho seria mais uma conseqüência da Primavera Árabe.

A partir de agora, a Assembléia vai se certificar que outros problemas envolvendo a Palestina sejam resolvidos, como a conclusão das negociações para um governo nacional único e que as  eleições para o Conselho Nacional Palestino sejam democráticas.

Em junho, o parlamento do Marrocos foi o primeiro a ter o status de parceiro. Os dois países podem fazer parte das discussões da assembléia do conselho, mas não possuem direito a voto.

Mahmoud Abbas

Fazendo cada dia mais progresso para ser reconhecido como estado, o chefe Palestino também discursou em Estrasburgo. Agradeceu a confiança do Conselho pelo status concedido e apelou para os países que fazem parte do Conselho de Segurança das Nações Unidas votarem a seu favor. “É hora de fazer uma Primavera Palestina”, discursou Mahmoud Abbas, “Vocês apoiraram a Primavera Árabe que buscava democracia e liberdade. Nossa primavera pede liberdade e o fim da ocupação. Merecemos o apoio de vocês e dependemos de vocês.”

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Il n’y aura pas de miracle pour nous

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